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Desentupindo o grito silencioso preso em minha garganta.

“Escrevo pra aliviar, tanto meus pensamentos, quanto o meu coração.”
—João Paulo Ferreira


Sabe quando você se sente completamente preso? Eu me sinto assim, agora. Completamente presa. Tenho artigos para escrever, trabalhos para preparar, prazos a cumprir. Sinto-me como uma bomba relógio prestes a explodir e devastar tudo. Devastar tudo que há em mim e não fora. Como se tudo que houvesse dentro de mim fosse se partir em questão de milésimos de segundos. Um completo desastre. Acordei me sentindo assim, de forma ainda mais acentuada que o normal. Um completo caos.
Prazos. Prazos. Prazos. Atraso. O que fazer? Não estou conseguindo eliminar esse bloqueio mental para conseguir produzir e realizar minhas atividades. Bloqueio. Bloqueio. Bloqueio. Bloqueio. Caramba, não está fácil não. Nunca demorei tanto tempo para escrever um artigo da faculdade. Nunca mesmo. Sempre fui rápida em minhas produções, mas desta vez... E, ao invés dos outros fatores da vida estarem contribuindo, não estão. Não mesmo. Tem coisas que, ao invés de me transmitir tranquilidade para que eu (talvez) consiga me sentir mais leve e desbloquear minha mente aos poucos,  apenas atrapalha e a deixa cheia de barulho. Cansei. Sério mesmo. Cansei. Okay, cansei, mas o que faço com os prazos estourados de entrega? Saco.
Já cansei de falar e repetir para mim mesma que não devo precisar de ninguém. Devo aprender a ser independente e não sentir que preciso de ninguém, porque, no fim, sei que não preciso mesmo. Mas por que não consigo arrancar de mim esse sentimento de dependência? Por quê? Droga. Tenho que aprender a ser melhor para mim e por mim. Ninguém mais. Não estou conseguindo relaxar. É possível relaxar? Preciso canalizar tudo isso. Canalizar todo esse nervosismo, ansiedade. Toda essa crise momentânea. Preciso relaxar. Será mesmo possível relaxar? Evitar esse boom dentro de mim.