Páginas

"Frágeis como papel que dobra e rasga..."

"Não querer lidar com pessoas
É proteção pra você nunca se machucar.
Se esconde e esquece, pois quando a gente perde alguém,
Não quer nem pensar em esquecer...
Das vezes que eu te encontrei
Lembrar, e sentir o que foi pra mim.
Aquela sensação de ter o mundo nas mãos,
Me fez acordar e ser quem sou"

Eu, por mais que não admita, sou uma sentimentalista. Uma sentimentalista boba. Que ainda sonha com o cara certo. Não, daquelas que esperam um príncipe. Não, não sou mais uma criança iludida... Mas, no fundo, sempre sonhamos em sermos encontrados e amados. Esperamos pelo dia em que seremos únicos para alguém. Únicos e, levemente insubstituíveis. Todo mundo sonha com alguém não seja indiferente ou que não se canse. Alguém que não nos cansemos com o tempo e que não se canse de nós. Alguém com quem compartilhar ideias, sentimentos, momentos, acontecimentos, crenças. Todo mundo espera por aquela pessoa em que confiará de olhos fechados. Aquela que dirá qualquer coisa e acreditaremos. Aquela  que nos sentiremos mais seguros do que dentro de casa em uma noite tempestuosa.
Sinto que eu não tenho cuidado da minha fonte de vida, meu coração. Aqui estou eu, novamente, relutante. Choro, agora, pela dor, choro pelo medo, choro por essa sensação de fraqueza, de impotência, de não poder mandar em mim, no que sinto. Dor por me sentir tão idiota por não me controlar e me permitir envolver por alguém. Choro por sentir... E se a pessoa certa não existir? E se eu nunca a encontrar?  E se essa história de pessoa certa for uma metáfora? Talvez, todos nós esperemos e procuremos por alguém que não exista

Fuga para o eu.

"A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme ao Deus Eterno será elogiada." (Pv 31:30)

Agora, estou em busca do meu eu de volta. Sim, exato... Meu eu. Chega de álcool. Menos gírias. Sem palavrões. Limito-me ao que foi bom, mas bom de verdade. Saudável. Aproveitável. Realmente aproveitável. Sim, eu me quero de volta. Estou me sentindo tão igual à muita coisa que sempre desdenhei. Estou me sentindo como o resto do mundo. Vivo nele, mas não devo ser como ele. Estou me sentindo tão igual à muitas coisas que eu não era. Maldosa. Bebe demais. Fala palavrão demais. Estuda de menos. Fútil. Gastadeira. Não vai à igreja e, quando vai, é como se não estivesse ali. Não mede consequências. Mente. Não mede as palavras ao falar. Fala demais. Ouve de menos. Características que não eram minhas. Não são minhas! Como pude perder as rédeas de mim? Chega, quero ter-me de volta

Angry.

Eu? Eu estou com raiva. Acho que espero tanta sinceridade da parte das pessoas quanto forneço. Espero em vão, porque as pessoas são tão fracas e frouxas que não têm a capacidade de expor seus pensamentos e ideias francamente. Quando quero algo, digo. Quando não quero, digo. Quando canso, digo. Acho que é vingança da vida por todas as vezes que brinquei, de certa forma, com as pessoas. Raiva, raiva, raiva. Eu? Eu estou chateada porque me sinto idiota. Eu me sinto idiota me afundando sozinha. Porém, é bom que isso aconteça e tudo isso que eu sinto passe.