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"Frágeis como papel que dobra e rasga..."

"Não querer lidar com pessoas
É proteção pra você nunca se machucar.
Se esconde e esquece, pois quando a gente perde alguém,
Não quer nem pensar em esquecer...
Das vezes que eu te encontrei
Lembrar, e sentir o que foi pra mim.
Aquela sensação de ter o mundo nas mãos,
Me fez acordar e ser quem sou"

Eu, por mais que não admita, sou uma sentimentalista. Uma sentimentalista boba. Que ainda sonha com o cara certo. Não, daquelas que esperam um príncipe. Não, não sou mais uma criança iludida... Mas, no fundo, sempre sonhamos em sermos encontrados e amados. Esperamos pelo dia em que seremos únicos para alguém. Únicos e, levemente insubstituíveis. Todo mundo sonha com alguém não seja indiferente ou que não se canse. Alguém que não nos cansemos com o tempo e que não se canse de nós. Alguém com quem compartilhar ideias, sentimentos, momentos, acontecimentos, crenças. Todo mundo espera por aquela pessoa em que confiará de olhos fechados. Aquela que dirá qualquer coisa e acreditaremos. Aquela  que nos sentiremos mais seguros do que dentro de casa em uma noite tempestuosa.
Sinto que eu não tenho cuidado da minha fonte de vida, meu coração. Aqui estou eu, novamente, relutante. Choro, agora, pela dor, choro pelo medo, choro por essa sensação de fraqueza, de impotência, de não poder mandar em mim, no que sinto. Dor por me sentir tão idiota por não me controlar e me permitir envolver por alguém. Choro por sentir... E se a pessoa certa não existir? E se eu nunca a encontrar?  E se essa história de pessoa certa for uma metáfora? Talvez, todos nós esperemos e procuremos por alguém que não exista